segunda-feira, 26 de junho de 2017

Batam palminhas, o Piçarro está a chegar...




PdL conseguiu chegar à fala com Manuel Bizarro, o dono disto tudo.

PdL - Tenho-o visto pouco em Matosinhos...
MB - Anda certamente distraído. Não passo facilmente despercebido. Já me viu a rir e a bater palmas?
PdL - Por acaso já mas nunca ao vivo.
MB - Não sabe o que perdeu. Quer que me ria e bata palmas ao mesmo tempo?
PdL - Esqueça. Quero é que me responda a 4 ou 5 perguntas, pode ser?
MB - Sim!
PdL - Como todos sabemos, quem manda nisto tudo de Baião a à Aguçadoura é o senhor...
MB - Desculpe, alguma razão especial para ter citado Baião e a Aguçadoura?
PdL - Não, atirei ao calhas...
MB - Pensei que ia falar de Bouças.
PdL - E vou...
MB - De cima ou de baixo?
PdL - Obviamente de baixo.
MB - Já calculava. Não quer mesmo que bata palmas e me ria ao mesmo tempo?
PdL - Não. Quero é que me explique como atropelou aqui a malta da mercearia socialista?
MB - Meu amigo, não atropelei ninguém. Eles é que se atiraram para estrada. Eu só ia a passar. Salvo erro foi na Páscoa. Ou terá sido no carnaval?
PdL - Não importa. A verdade é que eles talvez merecessem um pouco mais de respeito...
MB - E mereceram. Só têm de respeitar a disciplina partidária. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.
PdL - Confiante na vitória da sua candidata?
MB - Sim!
PdL - Não teme António Parada e Narciso Miranda?
MB - Quem? Não me faça rir...
PdL - É a última coisa que quero. Deixe-se estar quietinho, sim.
MB - Posso ao menos bater palmas?
PdL - Não! Só quero que me responda a mais uma pergunta. Não fica incomodado quando lhe chamam Piçarro?
MB - Nem um bocadinho. É algo que me confere virilidade. Posso bater palmas agora?
PdL - Sim, claro. Bata todas as que poder agora.

(posto o que fomos até ao renovado mictório do Basílio Teles e fizemos uma mijinha em conjunto)
MB - Posso bater palmas de novo?
PdL - Espera só um segundo, deixa-me acabar, pois vim de calças brancas.

Pessoa na Caixa


A toponímia é sempre um pomo de controvérsia. Muitas vezes com fundamento. Todos os concelhos têm a sua comissão toponimica e é ela quem decide os nomes a atribuir a avenidas, ruas, vielas e becos obviamente sem saída, muitas vezes por proposta dos autarcas eleitos (especialmente os presidentes de junta). Destaco aqui uma decisão feliz da nossa comissão ou do proponente que avançou com os heterónimos de Pessoa, atribuindo-os aos arruamentos de um pequeno mais simpático bairro social que é quase um condomínio fechado - o Bairro da Caixa, em S.Mamede de Infesta. Onde é preciso voltar a fazer a ligação de água para os tanques coletivos.

domingo, 25 de junho de 2017

A procissão dos de votos


Ainda a procissão vai no adro e já se fazem preces a todos os santos. Foi-se o Senhor de Bouças, vem aí o Mártir, pouco importa, qualquer um serve para dar uma ajuda à missa solene de 1 de outubro. Ainda é muito cedo para previsões mas já se sabe que o caminho vai ser apertadinho para todos e cheio de pedras. O que de certo modo justifica o empenho no divino. Tal como em relação aos bruxos, é incerta a retribuição mas na dúvida...e, meus senhores, a Dúvida é neste momento senhora deste ducado à beira mal plantado.
(imagem: Cemitério de S.Mamede)


Uma epifania entre Moalde de Cima e Moalde de Baixo


Tive este fim de semana uma epifania quanto ao estado da nação. Aconteceu enquanto seguia de Moalde de Cima para Moalde de Baixo, em S.Mamede.



Movimento "António Parada, Sim!" esteve de novo em Angeiras

video

Em pleno dia de S.João, o Movimento "António Parada, Sim" esteve de novo na praia de Angeiras e conviveu numa sardinhada antes de ver as marchas.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Vinho e amor nunca combinam


Com uma localização privilegiada, este "quiosque" já funcionou como posto de divulgação do património de Matosinhos mas entretanto foi alugado a um "wine lovers" que durou pouco (um "wine sex" teria tido outro sucesso!). Penso que o quiosque está de novo para aluguer e sempre gostava de saber a valência que vai ter. Propostas? Eu tenho uma: Gostava imenso de viver aqui! Será que posso apresentar uma proposta? Prometo que cuido das pipas.


Os Ferros de Leça



É um orgulho pertencer a esta família, os Ferros de Leça da Palmeira e as respetivas "ramificações". As velhas famílias leceiras continuam fiéis à sua terra e a promover o seu desenvolvimento.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Memórias epigráficas


Os romanos inauguraram a tradição epigráfica honorífica após algumas tentativas da Antiguidade mais antiga. Para memória futura, gravaram-se na pedra os nomes dos benfeitores e heróis. Cá por Bouças, essa tradição continua bem viva. Estamos sempre a tropeçar em memórias epigráficas. É este o caso, na Avenida D. Afonso Henriques, a propósito de Luís Villas-Boas, um dos grandes responsáveis pela divulgação do jazz aqui na terra - ao lado do José Duarte, claro, que ainda anda por aí. O então presidente não resistiu à tentação e zás (ou jazz)...


...toma lá mais uma! 
Não tenho nada contra mas sempre gostava de saber o que é que este calhau tem a ver com o jazz.

Desta água não beberemos


O fornecimento de água público, para consumo doméstico e eventual, devia ser, como já foi noutros tempos, um dever de todas as autarquias. Mas como entretanto muitas delas já adjudicaram o serviço a empresas privadas, encontrando assim generosas formas de financiamento, o resultado é este. Matosinhos, Avenida D. Afonso Henriques,



A nova ETAR pronta a bombar


Faça-se justiça. Foi com Guilherme Pinto na qualidade de vereador com a pasta do ambiente e com Narciso Miranda como presidente da câmara que Matosinhos avançou, com fortes apoios comunitários, para a construção da sua ETAR e para a selagem do aterro sanitário. A ETAR construída no Aterro, entre as freguesias de Leça da Palmeira e Perafita, tornou-se entretanto obsoleta e a sua reformulação tornou-se prioritária. A obra leva mais de um ano mas está em fase terminal, com a nova ETAR a entrar em funcionamento em julho. Está prometido que o mau cheiro irá passar a pertencer ao passado. Esperamos para ver, tanto mais que, com sapatinhos de lã, a estrutura cresceu na direção do aglomerado populacional da Aldeia Nova/Cabo do Mundo, uma zona que não só leva com a ETAR mas também com os "derivados" da Petrogal.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Vítor Oliveira Jorge dá conferência no Orfeão de Matosinhos


No mundo da arqueologia portuguesa, o nome de Vítor Oliveira Jorge dispensa apresentações. O agora jubilado professor catedrático da Faculdade de Letras do Porto nunca preferiu estar confinado aos gabinetes e fez arqueologia arriscando. Matosinhos também foi objeto do seu estudo quando aprofundou o estudo do megalitismo no norte de Portugal. A Serra da Aboreira foi um dos seus "palcos" e aí, durante mais de uma década, contribuiu, com as equipas que o acompanharam, para o levantamento dos monumentos megalíticos que existem naquela região. A foto não diz respeito à Aboboreira mas a Castanheiro do Vento, um sítio ainda a ser estudados na zona do Côa. VOJ estará em Matosinhos no próximo dia 29, para uma conferência (21.30) sobre o seu percurso como arqueólogo, a realizar no salão nobre do Orfeão de Matosinhos, com o apoio do Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Matosinhos. Aqui fica o convite não apenas dirigido aos seus "discípulos" mas também a todos os que podem dedicar um pouco do seu tempo a ouvir um arqueólogo e também poeta que marcou gerações.

Marcas apotropaicas


Portal em Angeiras. Tal como acontece nas igrejas mais antigas, sobretudo no universo do românico, através de figurações incluídas nas cornijas, também o povo foi aprendendo a espantar o mal das suas casas com este tipo de marcas e sinais.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Aquela máquina!




Carlos Alberto Ferreira, deputado municipal eleito pelo Partido Socialista (do qual já se desvinculou), pediu mais um esclarecimento à presidente da assembleia municipal de Matosinhos, Palmira Macedo. A saber:


  1.  - Tem a autarquia uma viatura BMW Série 5 GT 3000 que se encontra imobilizada nas suas instalações há meses?
  2.  - Está a autarquia a pagar mensalmente cerca de € 1.200,00 de ALD por essa viatura?
  3. -  A terem resposta afirmativa as questões 1 e 2, que medidas já tomou ou ainda vai tomar o executivo para salvaguardar o interesse das finanças da autarquia? 
  4.  - A terem resposta afirmativa as questões 1 e 2,  porque razão não foram atempadamente tomadas medidas que visassem acabar  com este desperdício de dinheiro público?

Estádio Nacional de Guifões


Não sei por que razão se instalaram tantos sintéticos no concelho. Bom, bom é o futebol praticado neste ervado de Guifões, como aconteceu no último fim de semana. E sem vídeo-árbitro, que também se dispensa.


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Broadway é parque de estacionamento de luxo


Sempre atento ao que se passa em Matosinhos, o deputado municipal Carlos Alberto Ferreira enviou uma carta à presidente da Assembleia Municipal, Palmira Macedo, a propósito da Broadway inaugurada com pompa e circunstância no ano passado, com o custo aproximado de 200 mil euros. O espaço que dá a lado nenhum está transformado num parque de estacionamento.
Como se sabe, esta "Broadway" aproveita o antigo canal ferroviário e foi idealizada como um espaço de circulação pedonal para potenciar Matosinhos Sul. A ideia era boa, o nome nem por isso...e a realidade é o que está à vista.

António Parada e Pedro Sousa cumprimentaram-se


Sábado, na Cruz de Pau, em Matosinhos, o Grupo de Bombos da Cruz de Pau inaugurou a sua nova sede. Entre as muitas individualidades presentes, António Parada, candidato à autarquia pelo Movimento SIM!, e Pedro Sousa, presidente da União de Freguesias de Matosinhos e Leça da Palmeira. Pedro Sousa discursou e teve uma palavra para o seu antecessor na junta, precisamente António Parada, que avançou dois passos e o cumprimentou, na presença do atual presidente da câmara, Eduardo Pinheiro.
Tudo o que leram e ouviram na semana passada pertence ao domínio do onírico, estamos entendidos?

Petrogal volta a assustar


Este fim de semana a Refinaria da Petrogal em Leça da Palmeira/Perafita mais uma vez foi notícia por causa, ao que indica a informação oficial, de um raio que fez parar a fábrica e que deu origem a um espesso fumo negro como consequência do arranque da mesma alguns minutos depois. A imagem que estão a ver é de uma parte da refinaria e à esquerda a de um hospital.
Quando a refinaria foi construída, destruindo uma das manchas verdes do concelho de Matosinhos (Areias de Sames), pouco havia no seu entorno. Hoje temos estes hospital e residências quase a toda à volta, para além de uma ETAR e três bares de praia junto à costa. A refinaria foi sendo cercada pelo urbanismo e hoje é potencialmente um barril de pólvora, apesar de, conforme sabemos, ter um dispositivo de segurança de altíssima qualidade. O histórico de acidentes não funciona propriamente como um factor de conforto para a população que reside nas proximidades da refinaria. É o meu caso, há 11 anos. Onze anos com quatro ou cinco sustos e sem que alguém um dia me tivesse batido à porta para me informar sobre os procedimentos a ter em caso de acidente.
Este domingo, foi audível o estrondo e o aparato que se seguiu. População e bombeiros tentaram contactar a refinaria mas ninguém os atendeu. Há aqui, claramente, um problema de comunicação que parece ter acontecido também em...Pedrógão.
Quando se fala de proteção civil não se fala de políticos com os respetivos coletes à procura de câmaras de televisão. Fala-se sobretudo de prevenção e informação. A prevenção pelos vistos temos ao nível da própria refinaria, a informação é algo que nunca nos foi apresentado por este vizinho. Vamos continuar pacientemente à espera.



sexta-feira, 16 de junho de 2017

Para que serve a ESAD Idea?

Inaugurada pelo primeiro-ministro, a ESAD Idea está aberta de terça a sexta e regista uma frequência bastante regular de visitantes, isto é, poucos ou nenhuns. A residência artística, essa, permanece fechada. Neste entretanto, os fregueses noturnos da Brito Capelo já encontraram com que se é entreter.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Nada pior que a realidade

Será disto que se fala durante um  cocktail a propósito de um fogo de artifício ou de uma exposição de pintura? Será disto que se fala quando se trata da reabilitação da Brito Capelo? Será disto que se fala na hora de encontrar um lugar numa lista? Será disto que se fala durante um passeio de lancha da marinha? Será disto que se fala na hora de concorrer a um lugar permanente na função Pública?

Oração

Ó Senhor de Matosinhos, valei-nos dos vaidosos e dos mentirosos.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Quem perdeu estes sapatos?


Encontrados em Matosinhos, na rua Comendador Ferreira de Matos, muito perto do Kremlin. Um par de sapatos de senhora ainda em relativo bom estado de conservação e um sapato para homem (presumo) que se perdeu do seu par. Vivemos um tempo de alguma perplexidade, onde muitos são os que não sabem para onde caminhar, o que pode explicar, de certo modo, o que aqui encontramos. Costuma ser assim nestas alturas, sobretudo quando se abre o leque de opções e ainda ninguém sabe ao certo para que lado vai soprar o vento. E todos morreram calçados é, como se sabe, o título de um velho filme de Hollywood que teve como protagonista Errol Flyn no papel de general Custer,

Não sei este clássico explica tudo isto, o que sei é que descalça ia também Inês para a fonte e que o cântaro acabou por partir. É sempre muito aborrecido quando nos perturbam a nossa vidinha e há que pôr os pés, calçados ou não, ao caminho. Estou agora à procura de um livro de citações que possa também ajudar-me a abrilhantar esta prosa, dando-lhe potência épica e o tom da época também. Mas o que me apetecia mesmo era dar um passeio de lancha ali na doca de Leixões para sentir as boas vibrações e tirar mais umas tantas fotografias com estilo. Estou plenamente consciente de que os cavalos também se abatem mas enquanto não tenho de dizer até amanhã, camaradas!, deixem-me continuar a pensar que o meu destino vai ser tão fabuloso como o da Amélie. Queria fechar com uma citação de Napoleão mas confesso que continuo fã das tíbias da Primavera Árabe.

Majára: O Polvo e a Sereia


Eu sei que o que está a dar são murais em fachadas mas continuo a preferir este na "Majára", o antigo "Tainha", uma das muitas marisqueiras matosinhenses que nunca nos desiludem. Destaco a figura, central, a nereida, e a aproximação do polvo...

terça-feira, 13 de junho de 2017

Não é fácil a independência neste país


A França tem um presidente da República independente (os Estados Unidos também, mas à maneira Trump) e as últimas eleições autárquicas em Portugal têm afirmado também movimentos desta estirpe, à margem dos blocos partidários. Mas não é nada fácil lançar e concretizar uma candidatura não partidária aqui na terra. As leis são feitas pelos partidos e faz-se tudo para se manter a situação. Por isso, em Matosinhos uma candidatura não partidária - e temos duas no terreno - tem de recolher 4.500 assinaturas só para a câmara municipal e a respetiva assembleia. Contas feitas, as duas candidaturas não partidárias no terreno têm de recolher as assinaturas de 6,4% dos eleitores matosinhenses, É fácil imaginar a magnitude da tarefa e imaginem agora que havia mais duas candidaturas deste tipo, tendo-se em devida conta que um cidadão não pode assinar mais que uma lista. Pois é, os partidos no poder fazem tudo, mas tudo mesmo, para facilitar a apresentação de candidaturas livres de cidadãos! :) Acresce a tudo isto que quem está no poder dispõe normalmente de uma máquina de votos e muitas vezes de coação de votos, com o aproveitamento também de recursos e meios públicos de forma descarada. Como se tudo o já apresentado não bastasse, de vez em quando temos no terreno os tais partidos travestidos de independentes, situação que, porém, rapidamente cai na típica situação de queda da máscara, como é fácil verificar também aqui por Bouças.


segunda-feira, 12 de junho de 2017

O que faz correr o Zé?


26 anos na presidência da Câmara Municipal de Matosinhos, três como vereador no executivo. Prestes a completar 68 anos, Narciso Miranda continua em passo acelerado. Qual é a surpresa?

Black out na marginal de Leça da Palmeira


Sabemos que anda quase toda a gente entretida com a campanha eleitoral e em fazer presenças e talvez por isso a marginal de Leça da Palmeira esteve todo o fim de semana em black out. Está na hora de marcar um evento noturno para o passeio marítimo do Siza Vieira.